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Tipo: TESE DIGITAL
Título: A construção de um modelo internacional de Saúde Pública : o programa dos laboratórios de febre amarela da Fundação Rockefeller nos Estados Unidos, América do Sul e África (1935-1950)
Título(s) alternativo(s): Construction of an International Public Health Model : Rockefeller Foundation Yellow Fever Laboratories program in the United States, South America and Africa (1935-1950)  
Autor(es): Hernandez Tasco, Aleidys, 1988-
Orientador: Campos, Cristina de, 1974-
Abstract: Resumo: A presente pesquisa analisou o trajeto percorrido pelo programa da febre amarela da Fundação Rockefeller, que teve uma duração de mais de 30 anos (1916 a 1950). Este programa foi dividido em duas fases, a primeira através de campanhas anti-larvas, em cooperação e parcerias com governos de diferentes países da América Latina onde a doença era notificada, e a segunda caracterizada pela construção de laboratórios estrategicamente localizados no Brasil, Colômbia, Uganda e Nigéria, que por sua vez foram impulsionadas por um laboratório central localizado nos Estados Unidos. O objetivo desta pesquisa foi realizar um estudo histórico-analítico do programa de febre amarela da Fundação Rockefeller. Entre as principais contribuições pode-se ressaltar que a febre amarela foi uma doença que forneceu uma plataforma para o diálogo entre países, e iniciou as bases para construir o conceito de saúde Internacional, fomentando a ideia de que o conhecimento médico não tem limites nacionais, e as fronteiras internacionais não formam nenhuma barreira contra a doença.  Além disso, se alcançou identificar que as atividades da Fundação Rockefeller foram de caráter intervencionista, mas o valor que conseguiu frente ao desenvolvimento da saúde internacional não teve precedentes. Sem duvida, a Fundação Rockefeller foi uma das instituições que participou ativamente da saúde pública, conseguindo contribuir na difusão e consolidação de um modelo universal de saúde. Uma de suas políticas mais claras foi em relação ao laboratório, a partir de 1930 se tornou na espinha dorsal para a saúde moderna e preventiva. Por outo lado, se identificou que entre 1935 a 1950, a Fundação Rockefeller logrou organizar uma rede de conexões científicas no continente americano e africano, foi neste momento que a medicina tropical deixou de ser vista como atos de filantropia científica para se tornar em uma disciplina de produção de conhecimento. Esta pesquisa histórica evidenciou o poder de divulgação da Fundação Rockefeller, pois sua liderança conseguiu unir a distintos países em prol de solucionar um problema em comum que beneficiaria o mundo todo promovendo um campo que formularia ao longo do tempo um modelo de saúde pública, baseado na pesquisa de laboratório permanecendo até a atualidade. A principal contribuição da tese, foi demostrar que sem a ajuda e a disposição dos governos - tanto do Brasil como da Colômbia e da colônia de Nigéria como do protetorado de Uganda ¿ o projeto mundial não fosse sido possível. A conexão entre os pesquisadores e os governos foi decisiva para contribuir na organização da disciplina que na atualidade é conhecida como saúde internacional

Abstract: This Ph.D. thesis aimed to analyze the course of the Rockefeller Foundation's yellow fever program, which lasted more than 30 years (1916 to 1950). Such a program was divided into two steps, the first one through anti-larval campaigns, in cooperation and partnerships with governments of different Latin American countries where the disease was notified. The second step was characterized by the construction of laboratories strategically located in Brazil, Colombia, Uganda and Nigeria, which in turn were driven by a central laboratory located in the United States. The main goal of this research project was to conduct a historical-analytical study of the Rockefeller Foundation's yellow fever program. Among the most important contributions of this research, it can be highlighted that the yellow fever was a disease that provided a platform for dialogues between countries and laid the foundations for building the concept of international health, promoting the idea that the medical knowledge does not have national limits, and the international borders do not form any barrier against the disease. In addition, it was possible to identify that the activities of the Rockefeller Foundation were of an interventionist nature, but the value achieved by them in the development of international health was unprecedented. There is no doubt that the Rockefeller Foundation was one of the institutions that actively participated in the field of public health, contributing to the dissemination and consolidation of a universal health model. One of its clearer policies was in relation to the laboratory, from the 1930's it became the backbone for modern and preventative health. On the other hand, it was identified that between 1935 and 1950, the Rockefeller Foundation managed to organize a network of scientific connections in the American and African continent, it was at this moment that tropical medicine ceased to be seen as acts of scientific philanthropy to become a discipline of knowledge production. This historical research evidenced the power of the Rockefeller Foundation to spread, as its leadership was able to unite different countries to solve a common problem that would benefit the whole world by promoting a field that would formulate over time a public health model based on laboratory research, which remains nowadays. The most important contribution of this thesis was to demonstrate that without the help and willingness of governments - from Brazil as well as from Colombia and the colony of Nigeria and the Uganda protectorate - the world project would not have been possible The connection between researchers and governments was valuable in contributing to the organization of the discipline that is now known as international health
Palavras-chave: Fundação Rockefeller
Laboratorios - Pesquisa
Febre amarela
Cientistas
Editor: [s.n.]
Citação: HERNANDEZ TASCO, Aleidys. A construção de um modelo internacional de Saúde Pública: o programa dos laboratórios de febre amarela da Fundação Rockefeller nos Estados Unidos, América do Sul e África (1935-1950). 2016. 1 recurso online (354 p.). Tese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Geociências, Campinas, SP.
Data do documento: 2016
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